Importações ganham espaço no mercado brasileiro
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Importações ganham espaço no mercado brasileiro

Importações ganham espaço no mercado brasileiro

Publicado em 19/03/2018


 

De cada cem produtos industrializados vendidos no mercado brasileiro no ano passado, 17 foram produzidos em outro país. No sentido oposto, de cada cem produtos fabricados pela indústria nacional de transformação, 16 tiveram outros mercados como destino. Os dados fazem parte do estudo Coeficientes de Abertura Comercial e foram divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Após três anos de perda de participação no mercado interno, as importações voltaram a ganhar espaço no ano passado. Segundo a CNI, o coeficiente de penetração de importações da indústria de transformação – que mede a participação dos importados no consumo aparente – aumentou de 16,4% em 2016 para 17% no ano passado.

O consumo aparente cresceu 4,5% entre 2016 e 2017, enquanto o volume de bens importados aumentou 8,2%. “O resultado reflete tanto a recuperação da economia, em 2017, com destaque para o aumento do consumo das famílias, como a redução real da taxa de câmbio, isto é, a apreciação da moeda brasileira frente ao dólar”, afirmou a CNI no estudo.

Dos 23 setores da indústria de transformação, puxaram a alta na penetração dos importados os de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis; farmoquímicos farmacêuticos; produtos diversos, produtos têxteis, além de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. Os setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos; veículos automotores; fumo, máquinas e equipamentos; e outros equipamentos de transporte tiveram desempenho oposto, com queda na participação.

Já o coeficiente de insumos industriais cresceu de 22,5% em 2016 para 23,5% em 2017, também acabando com uma sequência de três anos de retração. Ele mede a participação dos insumos importados no total de insumos usados pela indústria brasileira de transformação.

No ano passado, o consumo de insumos industriais importados cresceu 9,8%, acima do consumo de insumos domésticos, que ficou 3,4% maior.

Exportações

De acordo com o estudo da CNI, o coeficiente de exportação da indústria de transformação, que mede a importância das vendas externas para o setor, ficou praticamente estável no ano passado, em 15,6%, contra 15,7% de um ano antes.

Em 2017, a indústria de transformação registrou aumento de 3,6% no volume produzido, mas as exportações cresceram abaixo deste índice, ou 2,3%. “A recente apreciação do real reduz a competitividade das exportações e contribui para a desaceleração do volume exportado”, afirmou a entidade no estudo, justificando que a moeda brasileira se apreciou 10,2% em 2016 e 3,5% em 2017 em termos reais, frente a uma cesta de moedas.

Com isso o coeficiente de exportações líquidas, o quarto índice medido pelo estudo, reverteu a tendência de alta e caiu de 7,2% de 2016 para 6,5% no ano passado. Este indicador mostra o saldo, em reais, entre a receita com as exportações e a despesa com as importações de insumos industriais, ambos medidos em relação ao valor da produção. A CNI destacou que, apesar de queda de 0,7 pontos porcentuais, o saldo seguiu positivo em 2017.

Fonte: ANBA

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